Oi, tomei um certo cuidado de não começar esse texto te chamando de algum daqueles apelidos que eu costumava te chamar antes. Antes do que mesmo? Antes do fim, isso. É meio difícil reconhecer que é passado, principalmente depois de ter te encontrado naquela mesma balada no sábado passado. Naquela mesma balada, lembra? Onde ficamos pela segunda vez, você não deve se lembrar disso, mas eu lembro. Você estava lá, naquela mesma balada, com as mesmas roupas de roqueiro do século passado que você costuma usar e com o mesmo sorriso debochado e escancarado no rosto. Nada mudou, ou melhor, tudo mudou, só eu que não me dei conta disso(ainda). Você estava lá, no mesmo lugar onde costumávamos estar juntos, mas você não estava comigo. um, dois, três… pelo menos foram esses que meus olhos conseguiram avistar você “pegando”, e não, eu não estou falando de copos de bebidas, estou falando de pessoas. Você estava ali, na minha frente aos beijos com outras pessoas. e aquilo doeu, doeu de uma forma que eu achei que não pudesse mais doer. Fui para o outro lado da festa, você estava lá. Rodei todos os ambientes e você parecia estar por todos os lados. Fui embora e mesmo assim você ainda estava lá, no meu pensamento, fodendo com o restinho de amor-próprio que eu pensei ter. Fui dormir e, BANG, você caiu de paraquedas nos meus sonhos. Eu achei que já tivesse me libertado das correntes que me prendiam à você, eu sinceramente achei que você já não fosse tão importante assim. Eu achei que já tivesse superado o quase-amor que nós tivemos um dia. Eu achei que o castelo de areia que tínhamos construído juntos já tivesse sido derrubado, mas não, ele continua lá, e eu continuo dentro dele, só que rei supremo abandonou o castelo, foi atrás de novos contos, de novos corpos, mas eu continuo lá. Eu fiquei, e vou ficando, esperando você voltar. Sabe aquele restinho de doce de goiaba que fica no fundo do pote, e a gente insiste em achar que consegue tirar com a ponta da colher? Bem, o que eu sinto é mais ou menos parecido com isso. Você é o restinho do doce de goiaba que ficou no fundo do pote do nosso relacionamento, e ainda insisto em achar que consigo pegar com a pontinha da colher e me deliciar por mais alguns segundos com o seu gosto, mas não, eu não posso me contentar com migalhas, certo? Eu não quero te beijar depois de você ter ficado com metade da festa, eu não quero te ver me olhando assim, desse jeito… você sabe como. eu não quero. Você se contenta com metades, você se contenta com relacionamentos jogados ao vento, você se contenta com beijos de dois minutos e depois pular para outra boca, mas eu não, eu sou o inteiro, eu sou boa demais para essa sua carcaça de moleque, eu sou líquido demais para a sua garrafa pet de 1 litro e meio e eu mereço mais do que uma pessoa como você. Eu quero ter um relacionamento inteiro, eu quero alguém do meu lado para o que der, e vier, eu quero alguém me mandando mensagens de “bom dia” às 06h00 da manhã e de “boa tarde, andei pensando em nós” às 15h30 de uma quinta-feira no meio do horário de trabalho, só porque sentiu saudades. eu adoraria que esse alguém fosse você, mas não, eu, você e metade do planeta Terra sabemos que você não sabe ser esse alguém, e eu não tenho estrutura emocional para te ensinar a ser. Antigamente eu terminaria esse texto te pedindo para voltar, mas não, não quero que você volte. Vai doer te apagar definitivamente das minhas memórias e abandonar nosso castelo, vai doer como já doeu antes, e quando deixar de doer em mim, vai doer em você, e vai passar como acabou passando em mim. Um dia eu ainda vou te encontrar naquela mesma balada aos beijos com outras pessoas, e eu não vou sentir nada e quando esse dia chegar, eu vou poder te olhar dentro dos olhos e não sentir mais um arrepio subir pelo meu corpo, então, meu amor, por favor, não volte. Eu não te quero de volta.
Muito bom amiga!!!
ResponderExcluirValeeeu Mah!
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