- O que vocês querem? – Pergunta a garota ainda olhando para o vidro do carro, mas ninguém responde.
O único barulho era da chuva que voltava a cair e batia no vidro. Ela começou a lembrar de quando estava no seu quarto, com o seu caderno, deitada em sua cama e ouvido sua musica preferia, ela se perguntava o porquê de tudo aquilo. – Será que eu irei voltar viva? – Pensa. – Será que meus tios vão perceber meu sumiço? Claro que vão e vão ficar preocupados e aflitos. – Melissa começa a bater no vidro do carro. – Meu deus, imagine se eu nunca mais voltar.
- Me solta! – Grita a garota – Me solta agora, eu preciso ir para casa! Eu – Dá uma pausa. – Eu não posso morrer. – Melissa então volta a chorar.
- Olha Jason, ela sabe falar mais de quatro palavras. – O garoto ironiza. – Bom, vamos ver se ela sabe falar algo além de “ajuda”, “me solte” e bla bla bla – Diz imitando a voz da garota. – Eu já sei seu nome, mas você ainda não sabe o meu. – Ele olha para a garota que ainda olhava para fora do carro e ela o interrompe.
- Não me interessa seu nome.
- Olha, não me interessa o seu também, mas tenho que sabe, pois passaremos um tempo juntos.
- Não me diga. – Diz em um tom sarcástico.
- Ual! Já sei que teremos problemas com você, olha Melissa, eu não estou nem ai para você, nem o que você acha. Só estou fazendo o que me mandam. Eu – Ela o interrompe novamente.
- Então você é um cachorro treinado por um chefe? Bom saber, só pedir um biscoito depois.
- Bla bla bla, só isso que eu escuto da sua boca. Para mim, você é uma criança chorona. Enfim, eu também não te suporto e olha que não estamos nem 2 horas juntos. – Ele volta a olhar para a Melissa e chega mais perto dela.
- Qual é seu problema? – Melissa olha para ele. – Me deixa em paz, você estragou tudo, você chegou e já bagunçou minha vi – O garoto então bota a mão na boca da menina a tampando.
- Você fala muito, garota. – Ele a solta. – Meu nome é Lucca Longatto. – Então se afasta.
- Foda-se você, Longatto. – Sorri.
- Além de criança, é mal educada, acho que seus pais não te educaram muito bem. – Lucca para de falar por um instante e volta sorrindo. – Ops, verdade, você não tem pais.
Em um pulo Melissa começa a bater no garoto, mas não acontecia nada, só a risada dele tomava conta do carro. Era algo horrível.
- Quem você pensa que é, seu estupido. – Batia com toda a força.
- Você é uma figura – O garoto então consegue pegar os dois braços da garota e a fazer encostar na porta. – Só que tem uma coisa que você não sabe, garotinha. – Lucca então se aproxima do rosto da garota. – Eu sou um monstro e infelizmente, você será minha parceira.
- Nunca te ajudaria. – Melissa estava acuada, fazia força para se soltar, mas nada tinha efeito.
- Pode ter que vai. – Ele então a solta e volta a se sentar, enquanto a menina ficava encostada na porta.
- Seu tom irônico me enoja, seu imbecil. – Ela se ajeita e ele ri.
- Chegamos. – Responde com uma voz assustadora.
- Onde estamos? – Melissa senta no banco do meio para poder ver.
- Bem vinda a minha casa, senhorita Lambert. – Ele sorri e olha para a garota. – Você ira conhecer o rei, o Lord. Aquele que dará ordens para você também.
- Quero só ver. – Ela olha para Lucca e sorri de volta.
- Coopera, pelo menos uma vez e você não vai se machucar. Você quer saber quem você é? – Melissa balança a cabeça positivamente. – Então não fode, me deixa trabalhar, nos deixe trabalhar e trabalhe junto com a gente. – Ele olha para os fundos dos olhos da garota. – Eu também não gosto de você, mas não é atoa que eu sei tanto sobre você. – Ele então da uma piscadinha.
O carro já estava estacionado e quando a garota foi descer Lucca pegou em seu braço e a virou para ele.
- Como eu disse Melissa, não fode.
- Eu já entendi, mas que fique claro, eu não confio em você. – O garoto então a solta.
- Ninguém aqui está falando de confiança, meu anjo das trevas. – Ele então sorri e solta uma gargalhada.
Mal sabia a garota que seu destino estava preste a mudar.
