terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Apresentação.


Melissa não podia fazer nada, ela pensou em abrir a porta do carro e pular, mas ela estava trancada. Afinal o que aquelas pessoas queriam com ela? O que por que precisavam dela.

- O que vocês querem? – Pergunta a garota ainda olhando para o vidro do carro, mas ninguém responde.

O único barulho era da chuva que voltava a cair e batia no vidro. Ela começou a lembrar de quando estava no seu quarto, com o seu caderno, deitada em sua cama e ouvido sua musica preferia, ela se perguntava o porquê de tudo aquilo. – Será que eu irei voltar viva? – Pensa. – Será que meus tios vão perceber meu sumiço? Claro que vão e vão ficar preocupados e aflitos. – Melissa começa a bater no vidro do carro. – Meu deus, imagine se eu nunca mais voltar.

- Me solta! – Grita a garota – Me solta agora, eu preciso ir para casa! Eu – Dá uma pausa. – Eu não posso morrer. – Melissa então volta a chorar.

- Olha Jason, ela sabe falar mais de quatro palavras. – O garoto ironiza. – Bom, vamos ver se ela sabe falar algo além de “ajuda”, “me solte” e bla bla bla – Diz imitando a voz da garota. – Eu já sei seu nome, mas você ainda não sabe o meu. – Ele olha para a garota que ainda olhava para fora do carro e ela o interrompe.

- Não me interessa seu nome.

- Olha, não me interessa o seu também, mas tenho que sabe, pois passaremos um tempo juntos.

- Não me diga. – Diz em um tom sarcástico.

- Ual! Já sei que teremos problemas com você, olha Melissa, eu não estou nem ai para você, nem o que você acha. Só estou fazendo o que me mandam. Eu – Ela o interrompe novamente.

- Então você é um cachorro treinado por um chefe? Bom saber, só pedir um biscoito depois.

- Bla bla bla, só isso que eu escuto da sua boca. Para mim, você é uma criança chorona. Enfim, eu também não te suporto e olha que não estamos nem 2 horas juntos. – Ele volta a olhar para a Melissa e chega mais perto dela.

- Qual é seu problema? – Melissa olha para ele. – Me deixa em paz, você estragou tudo, você chegou e já bagunçou minha vi – O garoto então bota a mão na boca da menina a tampando.

- Você fala muito, garota. – Ele a solta. – Meu nome é Lucca Longatto. – Então se afasta.

- Foda-se você, Longatto. – Sorri.

- Além de criança, é mal educada, acho que seus pais não te educaram muito bem. – Lucca para de falar por um instante e volta sorrindo. – Ops, verdade, você não tem pais.

Em um pulo Melissa começa a bater no garoto, mas não acontecia nada, só a risada dele tomava conta do carro. Era algo horrível.

- Quem você pensa que é, seu estupido. – Batia com toda a força.

- Você é uma figura – O garoto então consegue pegar os dois braços da garota e a fazer encostar na porta. – Só que tem uma coisa que você não sabe, garotinha. – Lucca então se aproxima do rosto da garota. – Eu sou um monstro e infelizmente, você será minha parceira.

- Nunca te ajudaria. – Melissa estava acuada, fazia força para se soltar, mas nada tinha efeito.

- Pode ter que vai. – Ele então a solta e volta a se sentar, enquanto a menina ficava encostada na porta.

- Seu tom irônico me enoja, seu imbecil. – Ela se ajeita e ele ri.

- Chegamos. – Responde com uma voz assustadora.

- Onde estamos? – Melissa senta no banco do meio para poder ver.

- Bem vinda a minha casa, senhorita Lambert. – Ele sorri e olha para a garota. – Você ira conhecer o rei, o Lord. Aquele que dará ordens para você também.

- Quero só ver. – Ela olha para Lucca e sorri de volta.

- Coopera, pelo menos uma vez e você não vai se machucar. Você quer saber quem você é? – Melissa balança a cabeça positivamente. – Então não fode, me deixa trabalhar, nos deixe trabalhar e trabalhe junto com a gente. – Ele olha para os fundos dos olhos da garota. – Eu também não gosto de você, mas não é atoa que eu sei tanto sobre você. – Ele então da uma piscadinha.

O carro já estava estacionado e quando a garota foi descer Lucca pegou em seu braço e a virou para ele.

- Como eu disse Melissa, não fode.

- Eu já entendi, mas que fique claro, eu não confio em você. – O garoto então a solta.

- Ninguém aqui está falando de confiança, meu anjo das trevas. – Ele então sorri e solta uma gargalhada.

Mal sabia a garota que seu destino estava preste a mudar.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

20h42



Sinto alguém pegando no meu braço e falando meu nome. 

- Melissa? É você mesmo? Já que você está com essa mascara é tão difícil de reconhecer os outros. – Ele dá uma pausa enquanto eu me viro. - Ual, quem diria você em um baile da escola.

- Angel? Quanto tempo – Digo sem graça. – O que faz por aqui?

- Bom, Lisa, é um baile. – Ele ri e parece desconcertado.

- Pois é. – Respondo balançando a cabeça positivamente, tentando acabar com o assunto.

- Bom, quer um Ponche? Estou indo lá pegar.

- Não Angel está bem, obrigada. – Sorri.

- Ok... Então, nos vemos outra hora. – Sai andando, colocando a mão na cabeça.

Nossa, ele cresceu e aquele terno barato o deixa ainda mais charmoso. – Parei de olhar para ele andando ate a mesa desarrumada onde ficavam os petiscos e as bebidas, e abaixei a cabeça. - Que besteira, por que eu estou pensando nisso de novo? Ele me traiu, aquele palhaço despedaçou meu coração e agora vem com suas piadas e me oferecendo ponche. – Pensei e fui me sentar. Voltei a olhar para ele e em um momento eu o vi olhando para mim também, foi constrangedor.


21h38

As musicas lentas estavam me dando sono e minha noite não estava sendo uma das melhores, o Alex tinha furado comigo, eu tinha encontrado meu ex, estava sentada sozinha em uma mesa quanto todos os outros dançavam e meu copo estava vazio. Cogitei em ir pegar mais ponche batizado, mas Angel estava em uma mesa próxima dali, então queria evitar qualquer contato visual. Quase todos estavam dançando e isso era tão estranho, as únicas pessoas sentadas era eu, uma garota que estava com o vestido cheio de vomito e o Angel.

Olhei novamente para ele e ele não estava mais na cadeira, virei a cabeça procurando ele, vai que ele estava dançando com outra garota, não que eu ficasse brava, nem um pouco, é que... Eu só queria ter certeza que ela era melhor do que eu. Mas para a minha sorte não, ele não estava na pista, ele estava na mesa de ponche enchendo dois copos, talvez para ele e para a garota com o vomito no vestido. – Parei de pensar por um momento e arregalei os olhos. – Quem eu estou tentando enganar? Pelos deuses, ele está vindo para cá. – Abaixei a cabeça e coloquei a mão na testa.

- Não queria falar nada, mas você é a menina mais linda da festa.

- Você está bêbado? – Respondi levantando a cabeça.

- Estou com cara de bêbado? – Sorriu.

- Não. – Respondi e voltei a olhar para as minhas pernas. – Se não está bêbado o que você quer?

No momento que eu terminei de falar, a musica deixou de tocar e de imediato, outra entrou no seu lugar, e ironicamente era a musica que estava tocando quando eu e Angel ficamos pela primeira vez.

- Hora perfeita. – Sussurro.

- Com certeza, hora perfeita – Angel retruca. – Me concede esta dança, Lady Lisa. – Ele se curva na minha frente e estende sua mão.

Eu odiava aquele apelido, mas saindo da boca dele, soava tão carinhoso. – É serio? Não, obrigada.

- Vamos Lisa, vai ser legal. – Ele pega meus braços e me levanta, me levando ate a pista de dança.

- Tudo bem, aqui estou. – Digo colocando minhas mãos no ombro dele e as dele na minha cintura.

Sem dizer uma palavra ele me encara com seu sorriso lindo no rosto.

- O que você quer Angel? Por que voltou?

- Eu não quero nada, Melissa. Só passar um tempo com você e apreciar o quanto você é linda. – Seu toque em minhas bochechas as fez rosadas na hora. Aquela pegada em meus quadris me fizeram bambalear umas duas vezes. Aqueles olhos azuis me hipnotizaram como da primeira vez.

- Você não vai ganhar nada com isso, Angel. - Olho para ele e balanço a cabeça negativamente.

- Eu já ganhei meu amor. – Ele sorri e se aproxima dos meus lábios. – Ganhei uma dança com você. – E me beija.

Meu corpo amoleceu na hora, era como se eu estivesse segurando algo pesado e quando seus lábios tocaram os meus esse peso tivesse saído de mim. Não sei o que Angel tem, mas eu estou ligada a ele de uma forma que eu não gostaria de estar.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Olá.

Oi, tomei um certo cuidado de não começar esse texto te chamando de algum daqueles apelidos que eu costumava te chamar antes. Antes do que mesmo? Antes do fim, isso. É meio difícil reconhecer que é passado, principalmente depois de ter te encontrado naquela mesma balada no sábado passado. Naquela mesma balada, lembra? Onde ficamos pela segunda vez, você não deve se lembrar disso, mas eu lembro. Você estava lá, naquela mesma balada, com as mesmas roupas de roqueiro do século passado que você costuma usar e com o mesmo sorriso debochado e escancarado no rosto. Nada mudou, ou melhor, tudo mudou, só eu que não me dei conta disso(ainda). Você estava lá, no mesmo lugar onde costumávamos estar juntos, mas você não estava comigo. um, dois, três… pelo menos foram esses que meus olhos conseguiram avistar você “pegando”, e não, eu não estou falando de copos de bebidas, estou falando de pessoas. Você estava ali, na minha frente aos beijos com outras pessoas. e aquilo doeu, doeu de uma forma que eu achei que não pudesse mais doer. Fui para o outro lado da festa, você estava lá. Rodei todos os ambientes e você parecia estar por todos os lados. Fui embora e mesmo assim você ainda estava lá, no meu pensamento, fodendo com o restinho de amor-próprio que eu pensei ter. Fui dormir e, BANG, você caiu de paraquedas nos meus sonhos. Eu achei que já tivesse me libertado das correntes que me prendiam à você, eu sinceramente achei que você já não fosse tão importante assim. Eu achei que já tivesse superado o quase-amor que nós tivemos um dia. Eu achei que o castelo de areia que tínhamos construído juntos já tivesse sido derrubado, mas não, ele continua lá, e eu continuo dentro dele, só que rei supremo abandonou o castelo, foi atrás de novos contos, de novos corpos, mas eu continuo lá. Eu fiquei, e vou ficando, esperando você voltar. Sabe aquele restinho de doce de goiaba que fica no fundo do pote, e a gente insiste em achar que consegue tirar com a ponta da colher? Bem, o que eu sinto é mais ou menos parecido com isso. Você é o restinho do doce de goiaba que ficou no fundo do pote do nosso relacionamento, e ainda insisto em achar que consigo pegar com a pontinha da colher e me deliciar por mais alguns segundos com o seu gosto, mas não, eu não posso me contentar com migalhas, certo? Eu não quero te beijar depois de você ter ficado com metade da festa, eu não quero te ver me olhando assim, desse jeito… você sabe como. eu não quero. Você se contenta com metades, você se contenta com relacionamentos jogados ao vento, você se contenta com beijos de dois minutos e depois pular para outra boca, mas eu não, eu sou o inteiro, eu sou boa demais para essa sua carcaça de moleque, eu sou líquido demais para a sua garrafa pet de 1 litro e meio e eu mereço mais do que uma pessoa como você. Eu quero ter um relacionamento inteiro, eu quero alguém do meu lado para o que der, e vier, eu quero alguém me mandando mensagens de “bom dia” às 06h00 da manhã e de “boa tarde, andei pensando em nós” às 15h30 de uma quinta-feira no meio do horário de trabalho, só porque sentiu saudades. eu adoraria que esse alguém fosse você, mas não, eu, você e metade do planeta Terra sabemos que você não sabe ser esse alguém, e eu não tenho estrutura emocional para te ensinar a ser. Antigamente eu terminaria esse texto te pedindo para voltar, mas não, não quero que você volte. Vai doer te apagar definitivamente das minhas memórias e abandonar nosso castelo, vai doer como já doeu antes, e quando deixar de doer em mim, vai doer em você, e vai passar como acabou passando em mim. Um dia eu ainda vou te encontrar naquela mesma balada aos beijos com outras pessoas, e eu não vou sentir nada e quando esse dia chegar, eu vou poder te olhar dentro dos olhos e não sentir mais um arrepio subir pelo meu corpo, então, meu amor, por favor, não volte. Eu não te quero de volta.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Lobo Solitário.


Mulher Lobo 1024x768 Papel de Parede Wallpaper

A solidão vicia e é um dos piores vícios que existe. Ela te destrói aos poucos, faz você enlouquecer e ate mesmo desejar nunca ter nascido, pois é, parece qualquer outra droga que existe, mas acredite, ela é muito pior. O vicio de verdade por qualquer droga, com um pouco de persistência e auxilio medico você pode ser curado. Já a solidão, é algo que te persegue para sempre, não importa o que faça, quem você encontra ou deixe partir, ela sempre vai bater em sua porta perguntando se pode entrar e, mesmo você não permitindo, ela fara um estrago na sua vida.

Admito que talvez eu seja uma garota solitária e procuro ver vantagens nisso. Dizem que eu afasto as pessoas de mim ou que sou um lobo solitário, e para falar a verdade, eu gosto dessa expressão. Olhe a foto de um lobo, o que você vê nela? Se você entender o que eu digo, o que ela representa para você?

Bom, eu gosto de acreditar que os lobos uivam para a lua, mesmo sabendo que não é verdade, gosto de pensar que eles fazem isso só por admiração. Eles são criaturas fantásticas que vagam pela noite a procura dos picos mais altos para mostrar sua adoração pela lua e para reunir sua alcateia e assim com o clarão da lua eles possam caçar. Por mais solitários que eles sejam, eles irão tomar conta de seus ideais e transformam em caça aqueles que vêm os caçar. Eu sou como um lobo solitário, mas quando encontro alguém que vale a pena proteger, eu vou e se for preciso eu derramarei meu sangue.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

O Encontro.


Melissa não conseguia entender, porque quanto ela mais escrevia mais ela percebia que quase nada que seus tios falavam fazia sentido, tudo vinha como um flash, porem, tudo aquilo que ela lembrava, não batia com que seus tios tinham contado para ela. 

A garota então coloca a ponta da caneta sobre seus lábios e balança a cabeça negativamente voltando a olhar para seu caderno e aproximando sua caneta do bloco de notas novamente. – Nada faz sentido – Cochicha Melissa. – Havia um homem lá, sim, talvez eu estivesse meio atordoada por conta da pancada, mas eu vi. – A garota então começa a desenha o que se lembrava para ligar as coisas, mas algo acabou a fazendo perder a concentração. Era um homem de sobretudo preto parado a poucos metros dela, ele usava um capuz e a observava sem dizer uma palavra. Ela tenta o enxergar, mas está tudo tão escuro que fica difícil, então espreme seus olhos para ver se melhora, mas não consegue então se levanta e pergunta;

– É... Posso ajudar? – Colocando seu bloco de notas e sua caneta sobre o banco, levantando-se e se afastando um pouco.

– Na verdade não – Melissa escuta aquela voz fria e rouca, gelando ainda mais de medo – Só estava olhando. – E então o homem misterioso dá uns paços se aproximando ela.

– Isso eu já consegui perceber, agora me diz, o que você quer e é melhor ficar onde está.

– Não vou te fazer mal.– Diz ele se aproximando ainda mais.

– Eu disse para você não se aproximar, você não me escutou? – A garota então passa por cima do banco pegando seu bloco de notas e sua caneta, tentando se afastar do homem.

– Eu escutei, mas estou te ignorando. Por que está assustada? Já disse que não vou te machucar, só quero conversar e ver o quão brava você é – O homem encapuzado então dá uma pausa. - MELISSA. – Ela então consegue ver seu sorriso por baixo do capuz e tenta se afastar ainda mais. – Vamos ver se você é parecida com sua mãe. – Ele então se aproxima ainda mais rápido da garota.

– Como você sabe meu nome, seu maníaco? – Melissa começa a andar mais rápido ainda. – Socorro! – Grita. - Meus tios te contrataram para você me espionar? – Melissa tenta se afastar ainda mais dele. – Fala logo seu bastardo de merda, ou então eu grito.

– Grita, pode gritar, ninguém vai te escutar, você escolheu o pior banco para ridícula pesquisa que você está fazendo, o mais isolado e o principal, você escolheu a pior hora para vir a um parque, você é realmente muito burra, garota. – Ele então dá uma risada irônica. – Você realmente não sabe quem eu sou? Seus tios não falaram nada sobre mim? Sinto-me usado agora – Ele ri novamente e é interrompido.

– O que você sabe sobre minha família? O que você quer de mim? – Grita a garota com sua voz estremecida de tanto medo.

- Você realmente não sabe quem foram os monstros que te colocaram no mudo? Pobre garota – Ele então dá mais uns paços. – Aposto que não faz ideia das suas origens, nem as pessoas que te cercam e nem o mal que seus pais carregavam em seus corações ate parar de pulsar. – A cada palavra o garoto chegava ainda mais perto de Melissa.

- Cale a boca e se afasta de mim. – Seus olhos começavam a se encher de lagrimas. – Socorro!!!! Socorro! – E a cada grito, ela perdia suas esperanças de encontrar alguém aquele horário no parque. – Quem é ele? Como ele sabe sobre mim e sobre minha família? Quem é esse babaca? Por que eu não corro? – A garota pensava.

- Por que você não corre? Bla bla bla. Isso mesmo que eu estava pensando – O garoto então dá uma risada irônica. – Sabe por que você não corre garota? Porque você é do tipo de pessoa que quer pagar para ver. Você quer saber como eu sei tudo isso, você quer ter resposta, não importa se a pessoa é um estranho, você quer ver o que ela sabe. – Ele então dá uma pausa e levanta sua cabeça olhando para ela. - Você é muito idiota Melissa.

A garota então indignada pelas palavras que saída da boca do garoto, dá a volta pelo banco e vai em direção a ele.

- Quem você pensa que é para invadir minha vida desse jeito e a bagunçar como se tudo que você falasse fizesse algum sentido? Você não sabe de nada, você é o único monstro que eu vejo aqui. Você não sabe de nada, seu babaca. – A garota então perece o erro que cometeu, logo em seguida, ela tenta recuar, mas já é tarde demais, ele pega no seu braço - Me solta, agora!! Socorro!!! Socorro!! Alguém me ajuda! – Melissa grita, mas ninguém escuta. – Me solta, seu maluco! – Ela se debate tentando se soltar dele, mas ele tinha uma força incrivelmente estranha para o tamanho dele.

- Eu disse que não te machucaria, mas ninguém me falou que você era tão abusada, metida a macho.

Melissa então puxa o capuz do garoto.

- Qual é a sua, garoto? – A garota então olha para o menino que aparentava ter seus 18 anos. Ele tinha pele clara e seus olhos eram azuis como um mar cristalino. Seu cabelo era liso e tinha uma bela boca. – Eu estou sendo amedrontada por um pirralho, - puff. – Agora me solta

- Você está insistindo a alguns minutos já, você não percebeu ainda que eu não vou te soltar e você vai para onde eu quiser e garota, eu sou bem mais velho que você – Ele então a puxa que se nega a ir. – Vamos você tem um encontro.

- Me solta, eu não vou a lugar nenhum. – Melissa então se debatia, mas parecia que não fazia efeito.

- Você pode ficar quieta? Assim fica difícil de andar, garota. – O garoto a puxava, mas ela resistia. – Melissa para! – Ele então a puxa e fica cara a cara com ela. – Se você não parar eu vou te matar.

- Eu só vou ficar quieta quando você me soltar! – Melissa então o empurra, mas a puxa de novo. – Cara! O que você que? Dinheiro? Diz quanto. – Sua voz estava fraca e tremula.

- Garota, se liga, se fosse um sequestro você não acha que eu já estaria apontando uma arma para a sua cabeça e não estaríamos batendo esse papinho? – Ele então ri. – Ou, ou, ou, melhor, não teria um carro esperando a gente? Não queremos seu dinheiro garotinha besta. – Ele então olha dentro dos olhos negros da garota. – Você é arrogante feito seu pais. – Melissa então o interrompe gritando. – Não fale do meu pai, seu monstro. – Mas ele volta a falar. – Se você cooperar, vamos nos dar bem.

- Eu não quero me dar bem, na verdade, eu quero que você vá para o inferno e queime lá. – Melissa se debate. – Me deixa em paz.

O garoto então mesmo segurando ela, coloca sua mão no queixo da garota e a faz olhar fixamente para ele.

- Meu amorzinho, eu acabei de voltar de lá. – Ele então ri e a puxa em direção à saída do parque. – Fica quieta garota, eu não quero te machucar, mas se for preciso eu vou.

- Você disse que não ia me machucar.

- Eu disse, tem razão, mas sabe de uma coisa Melissa, eu sou um ótimo mentiroso e posso falar que você se machucou sem querer. Como seus pais quando morreram em um grave acidente de carro, mas claro, foi sem querer. – Melissa então para imediatamente de se debater e volta a olhar para ele com seus olhos cheios de lagrimas.

- Você matou meus pais?

O garoto dava risada da reação de Melissa.

- É tão engraçado ver essa sua cara de choro e essa sua fraqueza. É obvio que eu não os matei, mas por mim eu teria matado e me sentiria muito bem por isso, mas infelizmente não. – Ele aproveita a fraqueza dela e a pega no colo, lavando para um carro preto que estava estacionado do outro lado da rua. Mas a garota se debatia

- ME SOLTA!!! SOCORRO – Mas como não havia ninguém na rua, os gritos foram em vão.

Coloca a garota no banco de trás do carro e da à volta, sentando-se do lado dela.

- Sabe a parte do carro que eu disse Melissa? Então, eu menti. – Ele então olha para Melissa sorrindo e dá dois tapinhas nas costas do motorista. – Vamos, nossa convidada já está pronta para partir.

Melissa estava desesperada, batia no vidro e tentava abrir a porta do carro, mas nada adiantava, pois o carro tinha uma blindagem forte.

- Para onde estamos indo?? Me solta, por favor, me solta – As lagrimas que ameaçavam escorrer pelo rosto da garota antes finalmente escorreu. – Eu não quero morrer, eu não quero morrer.

- Oh pobre garota, você não vai morrer, se acalme. – Ele então aproxima sua mão do rosto da garota para limpar suas lagrimas, mas ela recua se encolhendo no canto do carro e repetindo – Não quero morrer, não posso morrer.

O garoto então abre um sorriso aparentando estar satisfeito.

sábado, 18 de outubro de 2014

A Solidão.



A chuva batia com grosseria janela do quarto da garota, fazendo com que Melissa parasse de escrever e reclamasse daquele barulho irritante, mesmo tocando uma musica calma ao fundo, ela não conseguia se concentrar no que estava fazendo. Ela então esticou sua mão pegando seu fone que estava do lado de sua cama e plugando no seu celular - Bem melhor assim. - Cochichou a garota colocando seus fones e pegando novamente seu caderno, voltando a focar no que estava fazendo. A chuva normalmente deixava a garota relaxada, só que desta vez, estava deixando ela mais irritada ainda.

A garota cantava, como se a musica estivesse entrando pelos seus ouvidos e formando uma grande historia na sua cabeça.  These wounds won't seem to heal, this pain is too real. There's just too much that time cannot erase. – Fechando seus olhos, Melissa solta seu caderno, colocam suas duas mãos no rosto e cantando mais alto ainda.  - When you cried, I'd wipe away all of your tears, when you'd scream, I'd fight away all of your fears and I held your hand through all of these years but you still have all of me. – Para e respira fundo, tentando conter as lagrimas que ameaçavam à escorrer pelo seu rosto.  A garota então tira suas mãos do rosto e pega o porta retrato dos seus pais do lado da sua cama. – Mas que droga! Por que tenho que me lembrar de vocês sempre quando eu escuto essa musica? Eu só queria escutar uma musica em paz, sem ter nada nos meus olhos. – Melissa então joga seu caderno no chão e faz um barulho;

 – Eu tô cansada de pesquisar coisas de vocês e não ter respostas para nada.  Tô cansada de querer entender e provar para mim mesma que meus tios estão mentindo. – E então ela é interrompida pela sua tia, que subiu correndo as escadas achando que havia acontecido alguma coisa;

– O que houve Melissa? O que aconteceu – Diz Betty ofegante.

– Nada, acabei deixando cair meu caderno. – A garota então coloca seu porta retrato na sua estante de novo e se abaixa para pegar seu caderno deixando cair um recorte do suposto acidente dos seus pais.

– O que você está fazendo Melissa. – Betty então se abaixa e pega o recorte de papel. – O que você está fazendo com isso, Melissa? Eu já não disse para esquecer essa historia. – Melissa então a interrompe.

– Isso não é nada titia, é só um recorte velho de quando o acidente aconteceu, mais nada.

– Mais nada? Mais nada? – Ela aumenta a voz. – Você sabe que já falamos sobre isso, eu e seu tio já te explicamos o que aconteceu, agora para de tentar achar alguma coisa que não existe.

– Se não existe, por que eu escuto sermão cada vez que eu pergunto sobre meus pais? – Melissa então puxa a foto da mão de Betty. – Por que todas as vezes que eu toco no assunto vocês ficam tensos? Sim, eu acho que você e o titio estão me escondendo algo, porque se não estivessem, vocês não ficaram tão nervosos com tudo isso.  – Ela então vira as costas, colocando sua foto dentro do caderno e o guardando dentro da gaveta.

– Você já parou para que possamos ficar desconfortáveis com esse assunto, pois ela era minha irmã? – Betty caminha ate a porta do quarto. – Você realmente acha que escondemos algo de você, Melissa?

– Desculpe tia, mas eu acho.

– Pois bem, não vamos mais interferir na sua – Ela levanta as mãos e faz um sinal de aspas com os dedos. – Investigação. Só não se decepcione com o que pode descobrir. – Betty então sai do quarto.

Com raiva, Melissa coloca rapidamente seu All Star preto e pega seu sobretudo preto que ficava pendurado ao lado do seu espelho.  Ao sair do quarto, ela para entre a porta e o corredor, em seguida olha para trás e vai ate o porta retrato dos seus pais pegando ele novamente, passando alguns segundos olhando para eles e lembrando do dia que essa foto foi tirada. O sol brilhava no parque, os três rindo sincronizadamente  naquela foto, era como se fosse a hora boa antes da morte, mal sabia ela que algumas horas depois, seus pais iam estar mortos.  Sem conter a primeira lágrima muitas outras vieram – Por que isso tinha que ter acontecido? – Melissa então abaixa a cabeça, apertando contra o peito e o deixando em sua mesinha de novo. Ela então abre a porta do seu quarto e caminha calmamente ate a sala, tomando cuidado para que seus tios não percebessem que ela estava saindo de casa e então caminha ate a saída, pegando sua bolça que estava pendurada perto da porta, e sai em silencio.

A chuva já tinha passado, só o frio tomava conta da noite, a garota então coloca seu sobretudo e fecha seus botões colocando em seguida a bolça sobre o ombro, em seguida afunda suas mãos no bolso, tentando se aquecer e se encolhendo quando aquela brisa gelada tocava seu rosto. Melissa caminha em direção ao parque que costumava ir com seus pais quando criança.

Melissa procurava ficar longe de tudo e de todos, com aquela discussão ela só queria ficar sozinha, lembrar-se das coisas felizes e também, voltar a pesquisar o que realmente tinha acontecido com os seus pais. 

Ao caminhar, ela sentiu seu celular tocando, então ela tira sua mão do bolso e coloca na bolça tentando achar seu celular, era Betty, querendo saber onde ela estava, mas Melissa a ignora guardando novamente em sua bolça, mas poucos minutos depois, ele vibra novamente e era Betty de novo, só que dessa vez era apenas uma mensagem.  – Mas que merda! – Melissa sussurra e então tira novamente seu celular da bolça.

A mensagem dizia. – Melissa, onde você está? Todos nós estamos preocupados com você. Você tem agido de um jeito completamente diferente. Por favor, volte para casa, você está nos assustando.  – E para acalmar sua tia, ela responde. – Eu estou bem, titia, só me deixa sozinha um pouco, tá bom. – Ela então desliga seu celular e retoma seu caminho mais rápido.  
Chegando ao parque ela vai em direção ao banco onde ela ficava com seus pais, esse banco ficava em baixo de uma arvore gigante e isolada de todos os outros. Ela sentou cruzando suas pernas e abriu sua bolça, tirando um bloco de papel e uma caneta e em seguida, levantou sua manga para ver seu relógio que marcava 20:55. Melissa olhou para o céu tentando encontrar a lua, mas não havia mais nada além de nuvens escuras, então fechou seus olhos e respirou bem fundo voltando a olhar para o caderno apoiado em sua coxa. – Bom, vamos descobrir toda a verdade. – Sussurrou a garota voltando a escrever. 

Mystery of Lambert's

Introdução:


Melissa Lambert uma garota de 17 anos poderosa, não fazia ideia do poder que ela carregava. Apos o terrível acidente que matou seus pais, Melissa passou a viver com seus tios, Martim e Betty, em uma cidade pequena.
Seus pais faleceram pouco tempo antes de completar 10 anos, a perda deles causou absolutos transtornos para a menina, entre eles pesadelos, vozes no pé de seu ouvido e ate mesmo, seus pais conversando com ela.
Segundo seus tios, eles haviam morrido em uma trágico acidente de carro, só que para ela, isso não passava de uma mentira. Todas as vezes que a garota insistia no assunto, seus tios tentavam fugir e por fim, acabavam se irritando e com isso, a garota começou a desconfiar dos seus tios e procurar sem a ajuda de ninguem o que havia acontecido naquela noite do acidente. Contudo, a garota acaba indo longe demais e acaba descobrido tudo aquilo que seus pais e seus tios um dia esconderam.